Passo a passo com Jesus – Vol 1 Lição 4 – Parte 1

Passo a passo com Jesus – Vol 1 Lição 4 – Parte 1

4. A BÍBLIA A PALAVRA DE DEUS!

Salmo 19: 1  – 14

(Baseado na Revista Passo a Passo com Cristo LERBAN)  Adaptações realizadas pelo Pr. Jussy Eduardo Costa

1ª PARTE

1. ESTRUTURA E CURIOSIDADES

2. INSPIRAÇÃO, REVELAÇÃO E ILUMINAÇÃO

3. SEU TEMA CENTRAL

4. SEU FIM

ESTRUTURA E CURIOSIDADES

Palavra Bíblia vem do Grego: βίβλια, plural de βίβλιον, transl. bíblion, “

 A Bíblia foi escrita por 40 autores, entre 1445 e 450 a.C. (livros do Antigo Testamento) e 45 e 90 a.D. (livros do Novo Testamento), totalizando um período de quase 1600 anos.

 A quantidade de livros do Antigo Testamento varia de acordo com a religião ou Denominação cristã que o adota: a Bíblia dos cristãos protestantes o Tanakh judaico incluem apenas 39 livros, enquanto a Igreja Católica aceita 46 livros. Os sete livros adicionais da Bíblia católica são conhecidos como deuterocanônicos.

Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio (LEI), Josué, Juízes, Rute, I Samuel, II Samuel, I Reis, II Reis, I Crônicas, II Crônicas, Esdras, Neemias, Ester (HISTÓRICOS), Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cânticos dos Cânticos (POÉTICOS), Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel, Daniel,(PROFETAS MAIORES) Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias (PROFETAS MENORES)
Os livros aceitos apenas pela Igreja Católica como sagrados são: Tobias, Judite, I Macabeus, II Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico e Baruque (APÓCRIFOS)

. O Novo Testamento é composto de 27 livros.

Mateus, Marcos, Lucas,  João (Evangelhos), Atos dos Apóstolos (Histórico), Romanos, I Coríntios, II Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I Tessalonicenses,   II Tessalonicenses, I Timóteo, II Timóteo, Tito, Filémon (Epistolas Paulinas), Hebreus (?) Por uma tradição cristã e dado como uma epistola de Paulo, mas não existe nenhuma evidencia e registro algum da autoria de Hebreus, por esta razão ele é colocado entre as cartas de Paulo e a dos demais apóstolos e discípulos de Cristo Jesus. Tiago, 1ª de Pedro, 2ª de Pedro, 1ª de João, 2ª de João, 3ª de João,  Judas (Epistolas Gerais), Apocalipse (Profético).

ORIGEM DO TERMO “TESTAMENTO”

Este vocábulo não se encontra na Bíblia como designação de uma de suas partes. A palavra portuguesa “testamento” corresponde à palavra hebraica berith (que significa aliança, pacto, convênio, contrato), e designa a aliança que Deus fez com o povo de Israel no Monte Sinai, tal como descrito no livro de Êxodo (Êxodo 24:1-8 e Êxodo 34:10-28). Segundo a própria Bíblia, tendo sido esta aliança quebrada pela infidelidade do povo, Deus prometeu uma nova aliança (Jeremias 31:31-34) que deveria ser ratificada com o sangue de Cristo (Mateus 26:28). Os escritores do Novo Testamento denominam a primeira aliança de antiga (Hebreus 8:13), em contraposição à nova (2 Coríntios 3:6-14).

Os tradutores da Septuaginta traduziram berith para diatheke, embora não haja perfeita correspondência entre as palavras, já que berith designa “aliança” (compromisso bilateral) e diatheke tem o sentido de “última disposição dos próprios bens”,(compromisso unilateral).

TRADUÇÕES

Eusébio Sofrônio Jerônimo ,traduziu a Bíblia diretamente do hebraico, aramaico e grego para o latim, criando a Vulgata.
No século XIV o teólogo John Wyclif realizou a tradução da Bíblia para o Inglês e Martinho Lutero traduz a Bíblia para a língua alemã. Após a Reforma Protestante a Bíblia recebeu traduções para diversas línguas e passou a ser distribuída sem restrições para as pessoas

A primeira versão portuguesa da Bíblia surgiu apenas em 1748, a partir da Vulgata Latina, traduzida para o português por João Ferreira de Almeida. Almeida faleceu antes de concluir o trabalho, que foi finalizado por colaboradores holandeses.

De acordo com as Sociedades Bíblicas Unidas, a Bíblia já foi traduzida, até 31 de dezembro de 2007, para pelo menos 2.454 línguas e dialetos e alcançou o recorde de mais de 6 bilhões de exemplares vendidos.

INSPIRAÇÃO

O termo vem do latim inspiro, que significa “soprar para dentro”. “Inspiração” significa que Deus soprou para dentro do autor bíblico a Sua verdade. O conteúdo das Escrituras não é uma especulação ou uma descoberta humana após uma longa e cansativa pesquisa filosófica. Mas seja qual for o método que o autor usou, ou o que Deus usou com o autor, isto é inspiração. Foi Deus quem colocou na mente e no coração do escritor bíblico a capacidade de apreender e de registrar Sua Palavra. Assim dizemos que a Bíblia nasceu no coração e na mente de Deus. E Ele soprou Suas ideias para o homem. Isto é inspiração.

Na realidade, o que é inspirado não é o escritor humano, mas sim o texto bíblico; “Toda Escritura é inspirada”. O termo “inspirada” (theopneustos), de     2 Tm 3.16, expressa mais do que qualquer outra coisa, que o “produto final” de todo o processo – a Escritura, é o que possui a qualidade de ser Palavra de Deus e, portanto, autoridade divina. Os escritores humanos foram “conduzidos” (pheromenoi) pelo Espírito Santo para registrarem o texto “soprado por Deus”, o qual possui a autoridade de Palavra de Deus e cuja prerrogativa é ser obedecido (2 Pe 1.21, cf. 1.19).

REVELAÇÃO

O termo significa “tirar o véu” e mostrar algo que estava encoberto. Neste sentido, “revelação” é o conteúdo registrado pela inspiração. A relação entre os dois termos pode ser definida assim: a inspiração é o automóvel e a revelação é o passageiro. Quando dizemos que “Deus se revelou” estamos dizendo que Ele tirou o véu que O encobria diante dos homens e Se deu a conhecer à humanidade. O propósito da Bíblia é trazer a auto-revelação de Deus aos homens. Ele não revelou o futuro ao homem, nem fatos e questões pessoais. O propósito da Bíblia é falar de Deus. Ele revelou-Se a Si mesmo. Já sabemos que Jesus é o clímax da revelação de Deus: “Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer” (Jo 1.18). Jesus é a maior revelação de Deus e a finalidade da revelação é tornar Deus conhecido dos homens.

“Revelação e inspiração estão estreitamente ligadas, mas distinguem-se em aspectos da verdade bíblica. Nas Escrituras, a inspiração e a revelação, se combinam para assegurar que a Bíblia é a Palavra de Deus, revelando com exatidão fatos sobre o Senhor. A revelação foi o ato da divina comunicação aos escritores da Escritura. Inspiração foi a obra de Deus em guiar e dirigir os escritores da Bíblia para que eles escrevessem a verdade absoluta, mesmo quando ela estivesse além do seu entendimento.

ILUMINAÇÃO

Esta palavra significa “fazer a luz brilhar”. Não somos inspirados simplesmente porque não recebemos a revelação, mas somos iluminados para conhecê-la: “sendo iluminados os olhos do vosso coração, para que saibais qual seja a esperança da vossa vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos”(Ef 1.18). A iluminação é para que os crentes descubram as grandes verdades reveladas por Deus na Sua Palavra e a aplicação para as suas vidas. É através da iluminação que o Espírito Santo concede aos cristãos a capacidade intelectual de compreenderem o que foi inspirado e revelado nas Escrituras. É impossível entendermos a situação de pecado sem intervenção do Espírito Santo, que produz luz em nossa consciência. A Iluminação acontece porque o homem natural não pode discerni-la (1 Co 2.14); a obra de Cristo na cruz faz sentido (1 Co 1.18); e o Espírito Santo ensina (João 14:26).

Isaltino Gomes Coelho Filho.                                                                                                                                               Inspiração, Revelação e Iluminação em sua apostila de Teologia Sistemática 1.

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