Oração

Oração

ORAÇÃO

Oração não é um monologo, mas sim uma conversa onde um fala e a outra parte ouve. O significado puro e simples é (FALAR COM ALGUÉM), no nosso estudo de hoje, é (FALAR COM DEUS).

Precisamos compreender duas coisas muito importante:

  1. Somos totalmente limitados. Jesus mesmo declarou “E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?” Mateus 6: 27.
  2. Deus deseja ouvir-nos e atender-nos.  Isaías, o profeta, se mostrou um habilidoso ministro na oração, quando afirmou que “A mão do Senhor não está encolhida para que não possa salvar, e nem surdo o seu ouvido para que não possa ouvir”, Isaias. 59: 1.

ORAR – PRECE – REZA, Será tudo igual?

Em todos os dicionários vamos ver que estas palavras são apresentadas como sinônimos uma da outra, mas em sua raiz exegética não é bem assim.

ORAR – É exprimir em palavras aquilo que está dentro de nós para outra pessoa.

PRECE – É suplicar aquilo que precisamos, e ou alguém precisa.

REZAR – É repetir com exatidão aquilo que foi dito por alguém.

Exemplo – Jesus em Mateus 6: 9 – 13, faz uma oração modelo para os seus discípulos. Isso é Jesus orou, a repetição desta oração de Jesus é REZA.

SUPLICA

Pedir com humildade ou insistência = Implorar.

Em Lucas 11: 5-8, Ele cita uma curiosa parábola, conhecida como a do amigo importuno, onde o tema central é a oração. Uma pessoa vai à casa do amigo, à meia-noite, pedir  três pães emprestados. Jesus está querendo ensinar dois fatores.

Primeiro, acreditar que o amigo era o meio para a solução do problema, que tinha os pães e que iria atendê-lo; segundo, ser persistente, perseverante, fazendo constranger o coração do benfeitor, como conclui o verso 8: se o amigo não se levantar para atender, levando em conta a amizade, o fará por causa da importunação, atendendo prontamente.

CLAMOR

Gritar, Bradar, Exclamar.

Depois, foram para Jericó. E, saindo ele de Jericó com seus discípulos e uma grande multidão, Bartimeu, o cego, filho de Timeu, estava assentado junto do caminho, mendigando.

E, ouvindo que era Jesus de Nazaré, começou a clamar, e a dizer: Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim.

Marcos 10: 46 – 47

INTERCESSÃO

Pedir por alguém, servir de intermediário.

Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; 1 Timóteo 2: 1.

AÇÃO DE GRAÇAS

Hinos podem ser oração. Não somente as orações faladas alcançam o trono de Deus, mas também os nossos cânticos e as nossas mais diversas formas de louvor.

Uma letra cantada, individualmente ou por todos os congregados, se estiver sendo entoada de coração e em espírito, constitui-se numa oração fervorosa e inflamável, gerando uma combustão instantânea ao redor de todos, e fazendo mover o braço do Senhor. Os filhos de Coré cantaram: “A noite, a sua canção estará comigo; uma oração ao Deus da minha vida,” Salmo. 42: 8.

Em João 11: 41 – 42, no episódio da ressurreição de Lázaro, vemos Jesus exaltando antecipadamente a ação do Pai, isso também nos leva a entender a necessidade da convicção que se deve ter ao fazer a petição. Note que Ele afirma “Pai, graças te dou porque me ouviste”.

Ao orar, estamos acreditando sinceramente que estamos sendo ouvidos. Jesus se torna mais enfático quando enriquece seu diálogo com o Pai, ao dizer: “Eu sabia que sempre me ouves”, referindo-se à certeza inabalável de que se traduz a oração.

ORIENTAÇÕES FINAIS

ESTRUTURA CORRETA:

Embora isso não seja fundamental, há quem trate a FORMA da oração com certo rigor. É verdade que a oração, por ser um pedido, precisa ter uma estrutura.  Iniciamos a oração dirigindo-nos sempre ao Pai e a encerramos pedindo e agradecendo, em nome de Jesus, conforme João. 14: 13.

LADAINHAS:

Em Mateus. 6: 5-8, Jesus explica que, quando fôssemos orar, evitássemos repetições enfadonhas, tipo ladainhas cansativas, e nos mantivéssemos sóbrios na fala, ou seja, conscientes do que estamos pedindo. O perfil ou a característica da oração demonstrada aqui é a do raciocínio.

POSTURA CORPORAL:

A posição do corpo, gestos, altura da voz em nada influem na oração. Deus conhece as intenções de todos os que se aproximam DELE. Os discípulos estavam assentados quando veio sobre eles o Espírito Santo, Atos 2: 2. Ana falava baixinho com Deus, 1ª Samuel. 1: 13.

INTIMIDADE COM DEUS:

No mesmo texto de Mateus. 6, Jesus está abolindo a intermediação do sacerdote. Ele veio revelar um Deus que atende a cada um individualmente. Entrar no quarto, fechar a porta significa estar a sós, com o Senhor. O salmista confirma isto, muito antes de Cristo ter vindo declarando: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: quando irei e me verei perante Deus? Salmo. 42: 2.

HUMILDADE:

O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: O Deus, tem misericórdia de mim, pecador! Lucas 18:13

SUBMISSÃO A SOBERANIA:

“…Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.” Mateus 26: 39.

CONCLUSÃO:

O que desejamos é que nossa oração seja eficaz, seja atendida pelo Senhor. Tiago com entusiasmo afirma: “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros para que sareis. Muito pode, por sua eficácia a oração de um justo. Tg. 5: 16. Guardemos dentro de nós estas orientações e nos unamos no propósito da oração, aprendendo com Jesus uma intimidade séria, produtiva e compensadora.

 

Sobre o Autor

Esta informação foi publicada pela Igreja Aba-Pai